A decisão da Justiça Federal de determinar que o curso de medicina deva ser coordenado por médicos (e não por biólogos, odontólogos ou biomédicos) expõe outras questões da Universidade Federal do Tocantins.
Uma delas: a fundação teria recebido para auxílio no combate à pandemia no Estado o montante de R$ 1,3 milhão do governo federal. A instituição, entretanto, teria destinado cerca de R$ 700 mil destes recursos para laboratórios e zero real na finalidade da transferência de recurso orçamentário.
A denúncia é de professores da universidade. Eles explicaram ao blog que enquanto o Estado sofre com a falta de leitos, há espaço suficiente na Universidade para se montar um hospital de campanha.
“Há muita sala desocupada, caberia ali um hospital com pouco custo e de fácil montagem”, disse um deles. “São pavilhões inteiros vazios, sem utilização nenhuma, as cadeiras se retirava em minutos, tiravas as cadeiras e se colocava leitos”.
Nesta segunda, já estão 100% ocupadas as UTIs Covid do Hospital de Combate à Covid, Hospital Santa Tereza e Hospital Osvaldo Cruz. O Hospital Geral de Palmas tem 93% das UTIs ocupadas, o Hospital Geral de Gurupi 95%, Hospital Regional de Araguaína (92%), Instituto Sinai (Araguaína), 90%, Hospital Regional de Augustinópolis (60%), Dom Orione (Araguaína) e Hospital de Campanha de Araguaína, ambos com 80% de ocupação das UTIs Covid.
A situação poderia dar força também à construção do hospital universitário que faz falta aos alunos do curso e à população. Segundo os professores, o curso já tem doze anos e apenas quatro alunos podem atuar no hospital estadual e nos postos da Capital. “A prefeitura não aceita mais que dois alunos em cada unidade”.
O Estado fechou o domingo com 359.932 pessoas notificadas com a Covid-19 e acumula 113.924 casos confirmados. Destes, 101.612 pacientes estão recuperados, 10.786 pacientes seguem em isolamento domiciliar ou hospitalar e 1.526 pacientes foram a óbito.
E, tudo indica, não é por falta de recursos ou opções.


