Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Guimarães enterra o ciclo irista do MDB no Estado. Pode ser a melhor alternativa ao partido que já teve cinco governos mas que beijou a lona com a inexpressiva votação de 2022

09/07/2024 694 visualizações

O respaldo concedido ontem por lideranças nacionais do partido ao deputado federal Alexandre Guimarães fornece indícios de que o parlamentar teria furado a “bolha” estadual da legenda.

Obviamente que há modebas de cara virada. Deixam de lado, no entanto, que a direção regional esteve próximo até de chapão com Siqueira Campos contra quem lutava desde o Arenão.

O MDB no Estado, com efeito, funcionou em mais de três décadas como um puxadinho do MDB de Goiás, comandado pelo "coronel" Iris Rezende. Não desligou-se mesmo com a separação dos dois Estados.

Era lá, na filosofia irista, que os modebas do Tocantins reforçavam o tal MDB  autêntico. Pode ter funcionado por algum tempo mas depois as diferenças foram emergindo.

Elegeu governos mais por estrutura e inteligência política de algumas lideranças, do que por filiação partidária.

Eleito pelo Republicanos, Alexandre disse ontem ao blog que o partido está pacificado. E que caminha para eleger prefeitos e vereadores em outubro. A idéia é renovar a sigla.

Mudar, sem mudar muita coisa, tudo indica, é a única alternativa do MDB diante do quadro colocado. O centralismo histórico das lideranças iristas levou a legenda à lona.

Um processo encerrado, na prática, em 2022 com a inexpressiva votação de 3,5 mil votos do ex-governador Marcelo Miranda, que esteve à frente do Estado por quatro mandatos. E nenhum deputado estadual ou federal eleito.

E, este ano, apenas é coadjuvante nas principais cidades: apóia Janad (Palmas), Wagner (Araguaína), Eduardo Fortes (Gurupi) e Ronivon (Porto Nacional).

Alexandre (com seus 54 mil e 703 votos na primeira eleição que disputou), ainda que eleito por partido de direita (antípoda do princípio emedebista que lutou contra a ditadura) pode imprimir ao partido uma direção.

Qualquer uma que seja já poderá favorecer uma chama no MDB.

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