O respaldo concedido ontem por lideranças nacionais do partido ao deputado federal Alexandre Guimarães fornece indícios de que o parlamentar teria furado a “bolha” estadual da legenda.
Obviamente que há modebas de cara virada. Deixam de lado, no entanto, que a direção regional esteve próximo até de chapão com Siqueira Campos contra quem lutava desde o Arenão.
O MDB no Estado, com efeito, funcionou em mais de três décadas como um puxadinho do MDB de Goiás, comandado pelo "coronel" Iris Rezende. Não desligou-se mesmo com a separação dos dois Estados.
Era lá, na filosofia irista, que os modebas do Tocantins reforçavam o tal MDB autêntico. Pode ter funcionado por algum tempo mas depois as diferenças foram emergindo.
Elegeu governos mais por estrutura e inteligência política de algumas lideranças, do que por filiação partidária.
Eleito pelo Republicanos, Alexandre disse ontem ao blog que o partido está pacificado. E que caminha para eleger prefeitos e vereadores em outubro. A idéia é renovar a sigla.
Mudar, sem mudar muita coisa, tudo indica, é a única alternativa do MDB diante do quadro colocado. O centralismo histórico das lideranças iristas levou a legenda à lona.
Um processo encerrado, na prática, em 2022 com a inexpressiva votação de 3,5 mil votos do ex-governador Marcelo Miranda, que esteve à frente do Estado por quatro mandatos. E nenhum deputado estadual ou federal eleito.
E, este ano, apenas é coadjuvante nas principais cidades: apóia Janad (Palmas), Wagner (Araguaína), Eduardo Fortes (Gurupi) e Ronivon (Porto Nacional).
Alexandre (com seus 54 mil e 703 votos na primeira eleição que disputou), ainda que eleito por partido de direita (antípoda do princípio emedebista que lutou contra a ditadura) pode imprimir ao partido uma direção.
Qualquer uma que seja já poderá favorecer uma chama no MDB.


