Há dúvidas sobre a data de realização do Enem este ano. As inscrições estão aberta mas há questionamentos sobre quando as provas serão realizadas, ainda que o Ministério da Educação tenha mantido o calendário.
Uma coisa, entretanto, é inequívoca: os alunos da rede pública serão prejudicados adiando ou não as provas. Enquanto os alunos da rede privada tem suas aulas na pandemia ministradas on-line, os estudantes das escolas públicas estão com suas aulas presenciais paralisadas e não há indicativo de que o poder público estabeleça o mesmo método on-line nas escolas estaduais.
Já há, entretanto, movimentos estudantis cobrando do governo uma posição. O Grêmio Estudantil União e Força, do Centro de Ensino Médio Florêncio Ayres, em Porto Nacional, iniciou manifestação e já faz parcerias com outras organizações e grêmios estudantis, para cobrar projetos públicos que melhore a situação dos estudantes da rede pública.
Porto Nacional, como se sabe, tem seis deputados estaduais e dois federais. E ainda o vice-governador e o presidente do Legislativo estadual. Mas, pela reclamação dos estudantes da rede pública, encontram-se inertes.
O presidente do Grêmio do CEM Florêncio Ayres, Paulo Ricardo Coelho, apontou a este blog que os alunos estão "extremamente prejudicados, sem nenhum tipo de aula". Para ele, as escolas particulares estão realizando suas aulas on-line, "enquanto nós do ensino público estamos com nossas aulas há muito tempo paralisadas".


