Muita gente dá risadas quando aplico a matemática para apontar segundo turno no Estado entre Wanderlei Barbosa e Paulo Mourão. Ambos, como é lógico, atrairão votos de Bolsonaro e Lula.
Ronaldo Dimas, nesta lógica, teria dado bola fora ao jogar no seu palanque na convenção o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (apontei também aqui). E por que? Afastou os votos daqueles que não se dão com a radicalização de Jair que tem um voto segmentado, circunscrito. Diferente de Lula e o PT (e o agro), mais plurais no aceite a diversidades e adversidades como os fatos registram diariamente.
Está no Metrópoles (e não é fato novo, do final do mês passado, que passou desapercebido por aqui): a última fronteira de Jair Bolsonaro (agronegócio) estaria se fechando.
Lula ensaiaria aproximação com produtores de peso de Estados do Centro-Oeste, principalmente de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins (que o Metrópoles inclui como se localizasse na região Centro-Oeste e não Norte).
As tratativas estariam sendo feitas com o ex-ministro da Agricultura, deputado Neri Geller, que é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura no Congresso. E nomes de peso com Bairo Maggi (ex-ministro e ex-governador) e José Eduardo Mota, um dos maiores pecuaristas do país.
Como as conversas – segundo a publicação – teria a participação do ex-deputado Paulo Mourão, candidato do PT ao governo, é razoável deduzir que seria o ex-deputado o maior beneficiado do acordo. Entrando nos votos bolsonaristas no Estado comandados pelo PIB. Paulo, inclusive, estaria organizando um encontro dos produtores com Lula.
Lula (e Mourão) acenam com aberturas na Ferrovia Norte-Sul (que tem trechos de Goiás e Tocantins entregues por Lula) para transporte também de carne dos frigroríficos. Hoje, a Vale (concessionária) conforme os empresários, a empresa concentraria suas cargas em combustíveis e grãos.
Os produtores do Estado do Tocantins exportaram de janeiro a junho deste ano o equivalente a R$ 8,5 bilhões. Um desempenho 54,8% (em reais) em relação ao período de janeiro a junho de 2021.
Destas exportações, o segmento da soja no Estado exportou no período R$ 6,5 bilhões. A soja é responsável por 76% das exportações tocantinenses. Considerando jan/jun/2021 com jan/jun/2022, os produtores de soja tiveram um crescimento (em reais) de 47,8% no faturamento. Um valor em 2022 cerca de R$ 2,1 bilhões a mais que igual período do ano passado.
O segundo maior exportador do Estado é o setor de carne, responsável de janeiro a junho deste ano por um faturamento de R$ 1,4 bilhões. Ou seja, 62% acima do exportado no ano passado. Um ganho este ano, em relação a 2021, de R$ 556 milhões.


