A decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça de suspender a licitação da contratação de leitos de UTI e hemodiálise pelo governo, a duas semanas do encerramento do atual contrato, no julgamento de um recurso contra uma liminar, pode gerar problemas não só para a administração, mas à população atendida pelo sistema público de saúde.
Como apurou o blog na manhã desta terça no Palácio Araguaia, diante do impasse o governador Wanderlei Barbosa está decidido a contratar leitos de emergência ou requisitar leitos para não deixar a população sem o atendimento. A solução, como apurou o blog na Secretaria de Saúde, pode resultar em custos mais elevados.
O recurso julgado pelo desembargador pedia apenas a suspensão de uma liminar que favorecia uma empresa que não atendia o edital.
Curiosamente, a mesma entidade que comunicou, unilateralmente, o encerramento de suas atividades nos hospitais do Estado e que obrigou o governo a realizar a licitação.
Entidade já denunciada por uma penca de irregularidades (inclusive na Justiça) na execução do contrato de R$ 120 milhões anuais, pregão realizado ainda em 2021 na interinidade de Wanderlei Barbosa. A licitação cancelada seria para 190 leitos.


