O governador Mauro Carlesse e os formuladores políticos do governo fecham o ano no azul. Tanto política como administrativamente. O governo vai bem e parece ter suturado a sangria fiscal. Tem gasto menos do que arrecada e adquirido confiança da população.
Há problemas pontuais e inesgotáveis como no sistema de saúde pública mas o Estado já esteve pior. Hoje adquire capacidade de pagamento e, mesmo com a ajudinha do TCE, Carlesse conseguiu enquadrar-se.
Auxílio, aliás, que o TCE concedeu, em larga medida, também aos governadores anteriores e a Administração não conseguia cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Não há como não reconhecer: o governo atual teve vontade e ação política para enfrentar os déficits. Há muito a consertar, mas o esforço é nítido.
Assim como não são desprezíveis as evidências de uma governança compartilhada entre os poderes e que Mauro Carlesse retribui atendendo suas reivindicações financeiras.
É uma governança que vai cobrar o seu preço no próximo ano, forçando o governo a retirar (ou contingenciar) recursos de outro lugar para manter-se enquadrado, já que, não há dúvida, os benefícios autorizados neste final de ano irão aumentar os gastos com salários em 2020.
Mas até lá, o Palácio e aliados podem comemorar: a borrasca está passando e isto se dá pelo pragmatismo do governo em agir para transformar o ideado em algo material e palpável. Até aqui, tem conseguido êxito.


