Sábado, 24 de Out de 2026

Governo teve mais receitas, gastou mais, investiu zero e aumentou a dependência da União no 1º bimestre de 2022, comparado com igual periodo de 2021. Relatório é da STN

23/05/2022 821 visualizações

O governo deve publicar esta semana o seu balanço do 1º quadrimestre de 2022. Muito provavelmente na sexta (tem até segunda para fazê-lo).

Apesar da euforia dos palacianos com os cálculos da despesa de pessoal X receita corrente liquida (abaixo dos 40% como já antecipou Wanderlei Barbosa), os dados já publicados pela STN (RREO/1º bimestre/2022/25 de abril de 2022) – a não ser que tenham sido revertidos em março/abril - indicam (como é nítido no senso comum) aumento de gastos em relação ao governo anterior.

E as despesas não tem sido em investimentos porque foram zero recursos no período no setor. Contra 49% das receitas (todos os poderes) em salários, 11% no custeio e 5% das receitas foram comprometidas com o serviço da dívida. O governo salvou-se, em parte, com o aumento das receitas que cresceram 23% em relação ao 1º bimestre de 2021.

O desempenho fez com que o governo elevasse sua poupança a 43% da receita corrente líquida contra os 34% do 1º bimestre de 2021.implicando em um resultado orçamentário (receitas menos despesas) de R$ 830 milhões comparado com os R$ 530 milhões do 1º bimestre de 2021.

Entretanto, se as despesas aumentaram em 10% no 1º bimestre de 2022 comparado ao 1º bimestre de 2021, no ano passado elas tiveram um crescimento negativo de -4% em relação a 2020. Ou seja, viés de queda contra indicativo de alta agora. Puxado, tudo indica, pelo gasto do superávit financeiro com salários e benefícios a servidores.

O aumento das despesas, apesar da arrecadação tributária elevada (ou talvez justamente por isto impulsionado), significou, também, incremento na dependência do governo do Estado de recursos da União. A STN registra no primeiro bimestre de 2022 que o governo do Tocantins dependeu, em suas receitas, no período, de 58% de recursos federais e 42% de recursos próprios. Uma dependência maior do que os 57% (federais) e 43% (próprios) do 1º bimestre de 2021.

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