O governo tem resultados para apresentar que dispensaria tentativas de invenção da pólvora ou de dar um duplo twist carpado para ser notado.
A exemplo dessa promessa a romeiros de criar o feriado de Senhor do Bonfim.
Mais um feriado católico que se juntará ao de Nossa Senhora de Natividade (Estado) e de Nossa Senhora Aparecida (nacional).
Feriados religiosos são, pela lei, competência dos municípios. São os tais “dias de guarda”
Além da proibição legal, os evangélicos (que não acreditam em santos e não tem feriado) tem razão suficiente para incomodar-se no Estado laico.
Os católicos representam 68,87% da população do Estado. Os evangélicos 22,68%. Em menor número, mas mais barulhentos.
Tem aí, em plena campanha eleitoral, um motivo para cobrar reciprocidade que já tem em larga monta nas ações de governo
Uma divisão criada pelo próprio Governador que tem, no seu ativo político, segmentos liderados por evangélicos sem feriados.
É discussão que cobre o seguinte: além de ter aumentado as receitas, o governo Wanderlei reduziu de janeiro a julho as despesas com contratos temporários em relação ao ano passado.
As despesas com contratos temporários caíram de R$ 742 milhões (23) para R$ 653 milhões). Por outro lado, aumentou os investimentos de R$ 584 milhões (23) para R$ 620 milhões.
Para efeito de comparação, no último governo de Mauro Carlesse, a administração investiu de janeiro a julho o equivalente a R$ 365 milhões.
Valor já dobrado em 2022 por Wanderlei para R$ 615 milhões.
E o governo vai mexer com religião em campanha eleitoral!!! Não há nenhum sentido bater a cabeça na parede para sentir-se aliviado quando estanca a dor.


