Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Governo tem reduzido despesas com pessoal, sim!!! É preciso separar as partes para entendê-las e resolvê-las, já ensinava Descartes!!!!

luizarmandocosta 27/08/2019 585 visualizações

Ainda que o Tribunal de Contas tenha enxergado evidências de inconsistências na contabilidade palaciana, o Executivo tem, nos últimos meses, dado demonstrações de vontade política de reduzir gastos com pessoal. E, com isto, por um método indutivo é possível apontar preocupação com o ajuste fiscal.

Pelo modo cartesiano (Descartes), dividindo as partes para entendê-las e resolvê-las pode-se separar os equívocos (que proporcionam denúncias públicas de malversação passíveis de apuração) e o que tem funcionado de forma eficiente. Comparando janeiro a julho de 2018 com janeiro a julho de 2019, os dados públicos registram uma redução de 30% nas despesas com contratos temporários no Palácio Araguaia.

Aponto todos os dias equívocos do governo por aqui. Assim como é minha obrigação com minha consciência e com o leitor, demonstrar seus acertos na mesma proporção. Nesta semana fecha-se um quadrimestre. O governo tem mais 30 dias para publicar o balanço. Nos primeiros sete meses deste ano, entretanto,o governo pagou R$ 225 milhões nos contratos contra os R$ 325 milhões do mesmo período do ano passado.

Já as despesas totais de pessoal, o governo as elevou, em um ano, a índices de 6,8% (contra uma inflação anual na casa dos 4%). Passou dos R$ 2,9 bilhões de janeiro a julho de 2018 para os R$ 3,1 bilhões de despesas pagas no mesmo período deste ano.

Uma elevação que encontra fundamento, com efeito, mais no pagamento de passivos (e contratação de concursados) do que de contratos políticos temporários, como é notório na redução registrada, no mesmo período, nas despesas com contratos por tempo determinado que, como é possível observar, não tem muito influência no resultado final (apenas 7% de todas as despesas de pessoal).

E que se note: em 2018, Mauro Carlesse assumiu o governo em 27 de março e, nos nove meses seguintes, estava proibido (três meses antes e três meses depois) de demitir servidores por força da legislação eleitoral que, na prática, engessou o Estado com duas eleições em seis meses.

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