O governo demonstrando que ajustar a administração depende tão de somente de vontade política. A premissa, claro, impõe aos governadores que o antecederam o ônus da falta de interesse ou de escolhas conflituosas com as demandas públicas.
Considerando que Mauro Carlesse governou metade de seu mandato sob uma crise de saúde mundial, com implicações econômicas, o resultado das contas estaduais é surpreendente.
O governo Mauro Carlesse fechou o primeiro quadrimestre de 2021, do ponto de vista fiscal, melhor que o balanço de dezembro de 2020. Tanto nas receitas quanto nas despesas.
Balanço publicado na noite de ontem registra que o governo fechou o primeiro quadrimestre consumindo apenas 43,51% das receitas correntes líquidas com despesas de pessoal. O índice é dois pontos percentuais abaixo dos 45,21% do terceiro quadrimestre de 2020.
Mauro Carlesse assumiu o governo com gastos da ordem de 58,22%. Ou seja, em três anos reduziu, em termos relativos, os gastos em 25,7%, não só interceptando o viés de subida mas achatando as despesas.
Os 43,51% do primeiro quadrimestre de 2021 são menores que o limite prudencial (44,10%), alerta (46,55%) e máximo (49%). Em 18 anos, somente em dois deles o Estado teve índice menor: 43% (2003) e 40,56% (2005).
No primeiro quadrimestre de 2021, Mauro Carlesse também conseguiu elevar as receitas correntes líquidas (para cálculo das despesas de pessoal) de R$ 8,198 bilhões (dezembro/2020) para R$ 8,766 bilhões (abril/2021).
Essa variação possibilitou o governo reduzir o seu passivo patrimonial (dívidas) de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,05 bilhão no período. E também diminuir a dívida consolidada que passou dos R$ 5,3 bilhões (dezembro/2020) para R$ 5,2 bilhões (abril/2021).
Mantendo um superávit orçamentário de R$ 533 milhões e um resultado primário positivo de R$ 474 milhões.
Se Mauro Carlesse conseguir demonstrar à população a relevância e o acerto do ajuste, com suas implicações na vida do cidadão, oposição tem mais problemas do que imagina para enfrenta-lo no próximo ano.


