Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Governo prevê elevar dívida consolidada em R$ 738 milhões em 2019. De 2016 a 2019 ela terá crescido R$ 1,5 bilhão. Ganha um doce que demonstrar onde essa grana foi parar

luizarmandocosta 19/10/2018 2308 visualizações

A LDO tramita no Legislativo. O relator, deputado Bonifácio Gomes, tem pressa: quer aprovar dentro do prazo constitucional tanto a LDO quanto a Lei Orçamentária Anual. Não se pode negar que esteja coberto de razão afinal tanto Executivo quanto Legislativo são submetidos à Constituição da República.

O problema é que a pressa pode eliminar discussões pertinentes. Um deles: na Lei de Diretrizes Orçamentárias encaminhada esta semana à Assembléia, o Executivo projeta um incremento da dívida consolidada do governo em 19,6%. O governo prevê um aumento de R$ 738 milhões na dívida atual de R$ 3,764 bilhões (previsão para o final do exercício).

Ao projetar uma dívida consolidada (a preços correntes) de R$ 4,502 bilhões em 2019 o governo deve estar contando com os empréstimos da Caixa e do Banco do Brasil, ainda pendentes.

Não à toa, na LDO o Executivo mantém a previsão das obras de lama asfáltica (recuperação de rodovias e ruas urbanas), hospitais e até a ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional.

Despesas e receitas que, inclusas na LDO, estarão certamente na LOA. Mesmo sem debate acerca da capacidade de pagamento do Estado.

E que se note: de 2016 até 2019 (aprovada a LDO como encaminhada) a dívida pública consolidada do Estado terá crescido 34%. Contra uma inflação (previsão/BC) de 18,82% no período.

Um incremento na dívida em três anos de R$ 1.532 bilhões (de R$ 2,970/2-16 bilhões para R$ 4,502 bilhões/2019). Ganha um doce que demonstrar onde essa grana foi parar.

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