O exercício de 2026 promete maior pressão nas contas públicas do Estado.
É a queda de receitas, subvenção de R$ 60 milhões mensais no diesel (15% do ICMS), data-base, reestruturação de cargos e mais empréstimos.
A dívida contratual do Estado (2025) é de R$ 3,348 bilhões. No ano passado, o serviço dessa dívida (prestações pagas) levou R$ 810 milhões dos cofres públicos. Sem volta.
Orçamento só menor que o da Saúde, Educação e Política Militar na administração direta e indireta do governo.
As cíclicas operações tapa-buracos anuais nas rodovias e a situação dos prédios públicos dão pistas do destino.
E o governo entabula mais três empréstimos bancários: US$ 125 milhões (R$ 625 milhões) com o BID.
E ainda: R$ 500 milhões com Caixa e outro de R$ 250 milhões no BRB como informa no balanço protocolado no dia 30 de março de 2026 no TCE.
O Estado, óbvio, ainda tem capacidade de pagamento e de endividamento.
Mas há curiosidades: quer fazer mais R$ 1,3 bilhões de dívidas, mas prevê renúncia de receitas a empresários de R$ 2.644.816.933,11 (32%) para uma receita projetada de R$ 8.195.397.565,84 nos impostos.
Ou: se o governo reduzisse pela metade os benefícios fiscais (R$ 2,6 bilhões previstos), não precisaria endividar a população em mais R$ 1,3 bilhão este ano.
E ainda fazia as obras com pagamento à vista.
Ah, LA, se fosse fácil assim!! Mas é fácil mesmo!
As dificuldades colocadas destinam-se, voluntária ou involuntariamente, proporcionar facilidades nos desvios. E política!!
E o comprometimento futuro da população.
Mas não se vê o tema no pré-palanque eleitoral por motivos também óbvios: os pré-candidatos também tem compromisso com os empresários.



