O governo espera publicar até a próxima quarta-feira o número de servidores com os passivos trabalhistas para que possam fazer uso da autorização para antecipar o recebimento no Banco do Brasil.
A imensa maioria certamente irá recorrer à possibilidade que pode movimentar algo em torno de R$ 2 bilhões. Os servidores públicos, regra geral, são dependentes dos empréstimos consignados cuja taxa de juros é menor.
E aí o calcanhar de Aquiles: o governo garantiu ao BB que se os servidores não tiverem recursos para pagar a devolução daqui a dez anos, o governo os garante.
Ele (o governo), durante muito tempo, pegou até mesmo o valor descontado das prestações dos consignados, tendo como consequência imediata as execuções, pelo BB, da dívida com os funcionários e não do governo.
No momento em que o BB se movimenta para esse acordo, o Brasil pratica a maiores taxas de juros do planeta. Da devolução destes recursos antecipados, da ordem de R$ 2 bilhões, não se sabe, até agora, a taxa de juros que será praticada.
Assim como a taxa de juros do contrato de R$ 230 milhões do governo com o BB assinado na semana passada, no mesmo ato de liberação das antecipações de passivos. O BB ganhando na ida e na volta.
De todo modo, aceitar ou não a antecipaçao é uma deisão individual. Ainda que o ressarcimento, na inadimplência do funcionário, o pagamento seja coletivo: do contribuinte


