A quatro dias do fechamento do primeiro quadrimestre de 2021 o governo deve já ter como certo que não fechará com o mesmo desempenho do terceiro quadrimestre de 2020. Mesmo que se mantenha dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Vai fechar um pouco acima sem muitas alterações com dezembro de 2020.
Ainda que não tenha obtido recursos extraordinários como no ano passado e o atraso na execução orçamentárias possa ter represado determinadas despesas e, com isto, equilibrado a receita corrente líquida no nível anterior.
Sem pagar ainda os salários de abril, o governo já registra em doze meses (maio/2020 a abril/2021) uma despesa bruta total de pessoal (liquidada) da ordem de R$ 5,268 bilhões. Um valor superior aos R$ 5,264 bilhões de janeiro a dezembro de 2020.
No orçamento de 2021, o governo projeta para gastos com salários a importância de R$ 6,112 bilhões.
Se consideramos que tenha preservado a receita corrente líquida de dezembro (R$ 8,136 bilhões) e retirando as despesas autorizadas pelo TCE (IRPF, aposentadorias e que tais que equivale a 30% da despesa total) tem-se uma despesa líquida anual com salários de R$ 3,687 bilhões. Ou seja, 45,30% da RCL contra os 45,27% de dezembro.
Estes números podem registra no dia 30 pequena margem de diferença que não alterará de forma substancial o desempenho. O governo tem até o dia 30 de maio para publicar o resultado.


