Pode ser que apareçam acidentes de percurso (um deles a queda de ICMS) mas o governo segue para fechar o exercício com um dos maiores superávits primários (e financeiro) dos últimos anos.
É o que é dado concluir a partir dos números das receitas e despesas previstas e arrecadadas de janeiro a setembro de 2022 publicado na quarta pelo Executivo Estadual.
A previsão de receitas no início do ano era de R$ 13,9 bilhões (a LOA de R$ 11,4 bilhões mais o superávit do ano passado).
Esse valor foi calibrado para R$ 14,7 bilhões e até setembro já havia sido realizado (arrecadado) o montante de R$ 14,4 bilhões. A três meses do final do ano.
Tomando como régua as receitas arrecadadas em setembro (R$ 1,799 bilhões), no próximo trimestre pode arrecadar mais R$ 5,397 bilhões, fechando o exercício com receitas de R$ 19,8 bilhões.
Ou seja, R$ 5,9 bilhões acima do previsto lá em janeiro. E R$ 8,4 bilhões a mais do que projetou a Lei Orçamentária Anual de 2022: R$ 11,4 bilhões.
Observando as despesas, o superávit pode ser maior ainda. O governo fez uma previsão de despesas no ano de R$ 11,4 bilhões. Calibrou este valor para R$ 13,4 bilhões e até setembro só tinha gasto R$ 9,3 bilhões.
Conclusão óbvia: o governo tem acertado nas suas medidas, reforçando que possa manter, no próximo governo, a equipe econômica: Fazenda, Planejamento e Administração.
E olha que o Estado já teve equipes econômicas competentes do ponto de vista técnico que eram barradas pela vontade política perdulária do Executivo.
Wanderlei, no geral, parece ter invertido o fluxo.


