O governo publicou ontem o comparativo da despesa orçada, autorizada e realizada de janeiro a julho deste ano.
Dele se abstrai a estrutura óssea do governo: quanto maior a arrecadação, tanto mais é a despesa em custeio.
Registrou receitas correntes de R$ 13,1 bilhões e despesas correntes de R$ 11,095 bilhões. Ainda no superávit.
O governo iniciou o ano com uma previsão orçamentária de R$ 19,5 bilhões de receitas.
Até julho já tinha uma receita bruta acumulada de R$ 16,07 bilhões (sete meses) e previsão de receita bruta de R$ 26 bilhões no ano.
Dentre estas receitas que foram realizadas, estão lá operações de crédito de R$ 1,922 bilhões quando a previsão orçamentária inicial era de R$ 470 milhões.
Elevou-se as receitas de capital para R$ 1,985 bilhões.
Os empréstimos calibrados obrigaram o governo, no período, a realizar despesas de R$ 1,298 bilhões com juros, encargos e amortização das dívidas.
Empréstimos tomados para realizar investimentos. Mas, no período, o governo investiu apenas R$ 883 milhões (realizados) dos R$ 1.686 bilhões previstos no orçamento.
Disto se tem que o governo gastou de janeiro a julho com obras/investimentos próximo da metade do que pagou no serviço da dívida.
O problema é que o serviço da dívida é, pelos contratos, de dez anos. Isto faz com que o desembolso obrigue o governo a arrecadar mais.
Por um investimento feito pela metade. Ah, LA, os empréstimos podem representar apenas contabilização/movimentação daquele negociado por Laurez!!
Não. No Comparativo informa-se que foram realizadas as receitas. Entraram nos cofres. E não apenas como despesas de capital.


