Terça-feira, 25 de Ago de 2026

Governo pagou R$ 1,2 bilhões de serviço da dívida de janeiro a julho, tomou mais R$ 1,9 bilhões de empréstimos aumentando para R$ 2,1 bi a dotação orçamentária e só investiu R$ 883 milhões. Dívida mais cara que os benefícios!!

25/08/2026 154 visualizações

O governo publicou ontem o comparativo da despesa orçada, autorizada e realizada de janeiro a julho deste ano.

Dele se abstrai a estrutura óssea do governo: quanto maior a arrecadação, tanto mais é a despesa em custeio.

Registrou receitas correntes de R$ 13,1 bilhões e despesas correntes de R$ 11,095 bilhões. Ainda no superávit.

O governo iniciou o ano com uma previsão orçamentária de R$ 19,5 bilhões de receitas.

Até julho já tinha uma receita bruta acumulada de R$ 16,07 bilhões (sete meses) e previsão de receita bruta de R$ 26 bilhões no ano.

Dentre estas receitas que foram realizadas, estão lá operações de crédito de R$ 1,922 bilhões quando a previsão orçamentária inicial era de R$ 470 milhões.

Elevou-se as receitas de capital para R$ 1,985 bilhões.

Os empréstimos calibrados obrigaram o governo, no período, a realizar despesas de R$ 1,298 bilhões com juros, encargos e amortização das dívidas.

Empréstimos tomados para realizar investimentos. Mas, no período, o governo investiu apenas R$ 883 milhões (realizados) dos R$ 1.686 bilhões previstos no orçamento.

Disto se tem que o governo gastou de janeiro a julho com obras/investimentos próximo da metade do que pagou no serviço da dívida.

O problema é que o serviço da dívida é, pelos contratos, de dez anos. Isto faz com que o desembolso obrigue o governo a arrecadar mais.

Por um investimento feito pela metade. Ah, LA, os empréstimos podem representar apenas contabilização/movimentação daquele negociado por Laurez!!

Não. No Comparativo informa-se que foram realizadas as receitas. Entraram nos cofres. E não apenas como despesas de capital.

 

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