A pesquisa Promotion/Stylo mostra Vicentinho Jr (PSDB) descolando-se de Dorinha Seabra (UB). Há cerca de dois meses pesquisas internas já davam o candidato tucano à frente.
Com rejeição menor do que a da Senadora, uma equação nada irrelevante. Mas ainda não sugestiva de que o segundo turno pudesse ser eliminado.
Surpreende ainda, na pesquisa, o desempenho do deputado federal Alexandre Guimarães que entra na campanha para Senado empatado tecnicamente com os deputados federais Carlos Gaguim e Eli Borges, ambos governistas.
Alexandre tem menos de quatro anos na política. É o seu primeiro mandato. Faz uma campanha na base do "paz e amor". Suas peças publicitárias diferem daquelas dos demais candidatos.
Gaguim tem mandatos há 34 anos e Eli em outros 29 anos.
Os dois passaram pela Câmara de Vereadores, Assembléia e Câmara dos Deputados.
A desenvoltura dos números de Alexandre sugerem apontar uma nova direção. E que o eleitor estivesse entendendo sua mensagem.
O eleitor quando mira Alexandre, vê o novo pela frente. Olhando Gaguim e Eli enxerga a história. Ainda que ambos tenham projetado o futuro.
Dos três, Alexandre é também aquele que apresenta a menor rejeição. Registra metade da rejeição de Gaguim e dois pontos percentuais a menos que Eli Borges
O deputado evangélico tem sido fritado pelo Palácio mas, mantendo-se em campanha, joga mais banha na frigideira dos aliados de chapa.
Afinal, chumbo trocado não dói. E seus votos estão no mesmo cesto. Pulverização dos votos a Senado no grupo.
Eli e Gaguim disputam votos no grupo governista que possui nada menos que cinco candidatos: Eduardo Gomes, Gaguim, Eli, Luxemburgo e Ronaldo Dimas.
Alexandre é o único candidato ao Senado da chapa de Vicentinho Jr.
A divisão governista contraria o desempenho dos candidatos ao Senado governistas de 1.990 a 2026, nas eleições em que foram disputadas duas vagas.
Foram eleitos dois candidatos da chapa governista ao Senado apenas em três governos de Siqueira Campos. Nos demais, a população entregou um ao governo e outro à oposição.
Siqueira sempre conduzia: vote nos três (governador e dois senadores). Wanderlei aplica o vote nos seis (governador e cinco senadores), quando só há três vagas.
Se a conta de Siqueira fechava, a de Wanderlei enfrenta a lógica: uma divisão que se transformaria em soma positiva.


