A rifa do deputado federal Eli Borges (Republicanos) expõe nuances políticas entendíveis mas pouco compreensíveis.
Wanderlei Barbosa aquiesceu (ou empurrou) o parlamentar para a disputa de Senado prometendo apoio do partido. O deputado fez uso da janela partidária e partiu do PL.
Deixou para trás uma reeleição garantida (já vinha de reeleição em 2022 com 35 mil votos), quatro mandatos de deputado estadual e três de vereador da Capital.
Uma semana antes das convenções, Wanderlei declarou apoio a Carlos Gaguim (UB ) e Eduardo Gomes (PL) ao Senado.
E agora, no domingo, o irmão e o filho do governador, o presidente da Câmara de Palmas, Marilon Barbosa e o deputado Leo Barbosa, ambos também do Republicanos, sobem no palanque de Carlos Gaguim.
Eli continua nas ruas pedindo votos para Senador. E não se vê nos seus movimentos impulso para desistência ou aposentadoria.
Só se fez outra aliança diferente daquela que diz ter feito com Deus.
Pode-se contestar muita coisa em Eli Borges: ideologia, religião, conservadorismo e até radicalismos. Mas não se viu ele ainda metido em confusões no setor público.
Ele representa, desde o início de Palmas e do Estado, um segmento não irrelevante da sociedade que tem, com os instrumentos que possui, tentado defender.
Está claro que Eli Borges foi jogado na frigideira. E teve que entregar seu ativo político a alguém.
Se voluntariamente, consentido ou não, não se sabe. Especula-se pela eleição do filho, vereador, a deputado estadual.
A falta de clareza e transparência mais prejudica que favorece.
Deveria dar uma explicação ao eleitor. Até para impulsionar a movimentação de seus votos para o herdeiro e sucessor.
Apoio do partido sem pedido de voto do presidente (o próprio governador) e demais membros do partido certamente não é um apoio.
Mas uma encenação.


