Os formuladores políticos do Palácio Araguaia tem levado o governador Wanderlei Barbosa a testar os limites da imprudência e imprevidência. Só pode ser.
O governo nomeou (publicado no Diário Oficial na noite de ontem) na Secretaria da Administração para o cargo DAS-4 e redistribuindo-os automaticamente à Secretaria de Assuntos Institucionais (política), com um salário de cerca de R$ 7 mil, esse grupo aí de cima que se junta como um quarteto.
Vamos aos nomes e conexões: a primeira, segundo apurou o blog, seria filha do vereador diplomado Balaio (Avante), a segunda é senhora do moralista e eticamente insuperável vereador reeleito Rubens Uchoa (UB), a terceira do vereador eleito Dian Carlos (Solidariedade) e a quarta é esposa do vereador reeleito Josmundo (PL).
As eleições para a mesa diretora da Câmara de Vereadores ocorrem na 1ª sessão após a posse: dia 1º de janeiro. Daqui a duas semanas.
O quarteto de votos, tudo indica, vai ter que entregar a mercadoria. Se no meio político pagamento adiantado é uma condição indispensável e inerente à cambiagem, para o cidadão contribuinte e trabalhador é uma raridade ou utopia.
Disputam o cargo o atual presidente Folha Filho (PSDB) e Marilon Barbosa (Republicanos), irmão do Governador do Estado que nomeou as esposas de quatro votos.
O grupo oposicionista à prefeita Cínthia Ribeiro e ao prefeito diplomado Eduardo Siqueira (o grupo do Palácio) elegeu 16 dos 23 vereadores. Mais de 2/3 da Câmara.
É quórum suficiente para aprovar até emendas constitucionais na Lei Orgânica sem dar bulhufas para o Executivo metropolitano.
Que dirá para eleger uma mesa diretora que necessita de maioria simples dos votos. E com um candidato (Marilon) que fez administração respeitada no Legislativo.
Disto emergem pelo menos três indagações lógicas:
- Marilon Barbosa não teria segurança nos votos e necessitaria da ajudinha ilegítima do governo (cargos públicos estaduais não podem ser objeto de barganha política, ainda mais municipal). E aí já teria perdido a eleição de véspera.
- O Palácio teria a intenção de fazer uso do Legislativo municipal contra o prefeito eleito da cidade (zero de interesse público do Executivo estadual), quando tem a delegação para administrar o Estado sem discricionariedades paroquiais.
- Ou o Palácio teria que explicar a necessidade da contratação das esposas e suas credenciais para o cargo. Convencendo a população de que, serem elas esposas de quatro votos na eleição da Câmara de Palmas, seria apenas uma mera coincidência e não acidente de percurso. Ou comprovar que as nomeadas não seriam esposas ou não tivessem ligação com o votos.Pode ser, né!!
Mas não vale aí, no entendimento do morador da cidade, tão somente reverberar a competência discricionária da administração pública estadual para contratar cargos em comissão.
Atenção: aquele que apontar isso está sujeito a ser deletado (e crucificado) como um adversário palaciano!!! Um elemento de conspiração!!!
Quando o Palácio é que se volta contra o próprio Palácio.


