Dentre as alterações no PPA (Plano Plurianual) do governo, destaca-se a regulação do atendimento dos serviços de saúde na Capítal e no interior do Estado.
O Executivo propõe até 2023 regular 60% dos pacientes admitidos na “porta de entrada do Hospital Geral de Palmas”. É a mesma previsão de 2022 (60%) e acima – conforme o governo – dos 10% de 2020 e 20% de 2021.
A proposta de regulação dos leitos SUS no Estado é também de 60% (2023), contra os mesmos 60% previstos para 2022, 30% (2021) e 10% (2020).
No que concerne à Capital, não há no orçamento recursos para a construção de um hospital municipal. Decorre daí que o governo pretende buscar a meta apenas com alterações burocráticas.
Isto porque significativa parcela dos pacientes que vai cair lá no HGP resulta de acidentes, especialmente nas avenidas da cidade. Sem hospital de urgência, acorrem a Hospital Geral.
No Estado, há perspectivas mais pragmáticas para o incremento da regulação. O governo alocou no orçamento de 2023 recursos para a construção e melhoria dos hospitais regionais.
Ainda que atinja a meta, é muito pouco. O Hospital Geral de Palmas é, seguramente, o mais bem equipado do Estado e atende a população de Estados vizinhos. Mas sua finalidade reside nas especialidades.
Um atendimento que, muito embora os políticos alimentam raciocínio diferente, não é de graça. Não estão ali os pacientes retirando vaga de tocantinenses, se tratando com recursos do SUS destinado ao Tocantins.


