Se tem problemas com leitos e UTIs Covid-19 (e parece ser refratário ao consórcio de governadores contra o vírus) o governo navega em outros mares mais tranquilos junto à população de baixa ou nenhuma renda no Estado.
A distribuição de um milhão de kits de cestas básicas mexe com aqueles que não tem ocupação e se veem desprovidos, também, de liberdade para dar seus pulos.
Tomando como base os cerca de um milhão de pessoas que dependeram do Bolsa Familia e do auxílio emergencial no Tocantins no ano passado e justapondo a nova situação de sem-auxílio (até agora) em 2021, um pacote com gêneros de primeira necessidade é, em muitos casos, a única forma de garantia de sustento.
Há, entretanto, aqueles que atribuem à distribuição de alimentos como populismo eleitoral. Bulhufas. Vá falar isso para um cidadão desempregado e sem saber como vai alimentar a família.
O governo faz bem. Distribui alimentos e, ao contrário do governo federal, não pede nada em troca do auxílio. Se a população irá reconhecer isto no próximo ano, ninguém sabe.
Mas é bem melhor pensar e tirar conclusões com a barriga cheia.


