O último reajuste na alíquota do ICMS dos combustíveis foi empreendido por Marcelo Miranda em 2015. De 25% passou para 27% com a justificativa de mandar esses dois pontos percentuais aí (8% a mais no imposto) para o combate à pobreza no Estado.
O Tocantins, claro, continua na mesma miséria com 536 mil pessoas elegíveis ao auxílio emergencial (301 mil na extensão do auxílio/21). E 121.884 famílias (R$ 10.928.675,00) foram beneficiadas com o Bolsa Família em setembro/221. Algo em torno de 500 mil pessoas.
Pois bem: de janeiro a 22 de outubro deste ano, o governo arrecadou nas bombas de combustível (de ICMS) um total de R$ 1 bilhão e 70 mil. Ou seja, R$ 232 milhões a mais que os R$ 838 milhões arrecadados de janeiro a outubro de 2020 (27,6% a mais).
O desempenho não foi muito diferente de outro vilão dos preços: a energia elétrica. O tesouro arrecadou na conta de luz este ano (janeiro a outubro) um toral de R$ 353 milhões de ICMS. O valor é 12% superior aos R$ 315 milhões de janeiro a outubro do ano passado.
O curioso é que o setor de carnes, que exportou até setembro o montante de R$ 1,5 bilhão só recolheu em impostos estaduais este ano (janeiro a outubro) R$ 77 milhões de ICMS. Contra os R$ 50 milhões do mesmo período do ano passado. Ou: 5% de tudo que exportou.


