O presidente Jair Bolsonaro tem visita prevista para a próxima quinta, 12, na Capital. Para a assinatura dos contratos de R$ 583 milhões com a Caixa. Um deles, R$ 130 milhões, destinados à ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional.
O governo está enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal no que diz respeito a despesas com pessoal. Enfrenta, entretanto, ainda há as restrições quanto à capacidade de pagamento.
Mesmo que tenha melhorado este ano em relação ao ano passado, persiste, hoje, na letra C quanto à Capag. É provável que a Secretaria do Tesouro Nacional faça vistas grossas a isto em função do esforço fiscal do governo. E a idéia é justamente esta.
O governo fechou o quinto bimestre com obrigações financeiras de R$ 1,9 bilhões e uma disponibilidade de caixa bruta de R$ 944 milhões (conforme o seu balanço setembro/outubro/2019). Isto aí dá um índice de 2,05 o que o enquadra, ainda, na letra C na Capag.
O índice, entretanto, é 60% inferior aos 5,3 de 2018. Ali, o governo fechou o ano com obrigações financeiras de R$ 1,8 bilhões e uma disponibilidade de caixa bruta de R$ 340 milhões.
Se em 2018, as obrigações eram 539% das disponibilidades de caixa, hoje elas representam apenas 207%. Aumentou-se o caixa e manteve-se as obrigações financeiras.
Equação: gastou menos e poupou mais.


