Sábado, 24 de Out de 2026

Governo gastou com contratos este ano R$ 83 milhões a mais do que de janeiro a maio do ano passado. Um aumento de gastos de 34,2% contra inflaçao de 12,2%

06/06/2022 1389 visualizações

Não é desprovido de fundamento o raciocínio da oposição ao Palácio Araguaia de que o governo estaria pesando a mão na contratação de servidores por tempo determinado, os tais contratos temporários. Em ano eleitoral, expediente com potência suficiente para desequilibrar as eleições e sujeito a provocações na Justiça Eleitoral.

Entretanto, o valor de R$ 85 milhões gastos com contratos em maio de 2022 se é  próximo dos R$ 82 milhões pagos em dezembro de 2021 (Wanderlei Barbosa), são também cerca de R$ 22 milhões superiores aos R$ 63 milhões pagos no ultimo mês do governo Mauro Carlesse( outubro 2021).

 Pode-se racicionar que Wanderlei apenas tenha recontratado no início do ano os contratos vencidos (ou os substituído) mas a tese não encontraria respaldo nos  números comparativos de 2021/2022.

O governo pagou no mês de maio de 2022 o valor de R$ 85 milhões com contratos por tempo determinado. O montante é R$ 53,8 milhões superior aos R$ 31,2 milhões pagos em maio de 2021. Um avanço de 172% no mês. Os números são do Portal das Transparências.

Se considerarmos o período de janeiro a maio, a diferença absoluta é maior ainda que em números relativos muito embora o índice de crescimento aponte-se menor.

Nos primeiros cinco meses de 2021, o governo gastou com salários dos contratos o equivalente a R$ 242,5 milhões. Já neste ano, no mesmo período, o gasto se elevou a R$ 325 milhões.

Ou seja, R$ 83 milhões a mais, de janeiro a maio deste ano em relação a janeiro a maio de 2021 que resulta num índice 34,2% superior ao do mesmo período do ano passado.

Significa, portanto, que o governo pesou a mão nos cinco primeiros meses. O maior crescimento foi de janeiro para fevereiro quando o governo saltou de R$ 42 milhões gastos com contratos para R$ 61,2 milhões pagos no segundo mês do ano.

Elevou-os ainda em mais R$ 10 milhões de março para abril quando subiu de R$ 62 milhões (março) para R$ 72 milhões (abril) fechando maio com gastos de R$ 85 milhões pagos a contratos temporários.

 Ou seja, elevou o valor gastos com contratos temporários em R$ 40 milhões em quatro meses.

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