O governo fez bem em mandar uma comitiva à COP 25. Ali, além do Fundo Amazônia (que já aplicou R$ 3,4 bilhões no país, maior parte nos Estados da Amazônia), pode ser criado um outro fundo pelo Banco Mundial. A COP vai até a próxima quinta.
O Estado integra a Amazônia e é uma das unidades da Federação que tem algo a mostrar ao planeta na preservação do meio ambiente, como é comprovado na redução do desmatamento. Um dos passaportes para a grana.
E isto atrai dinheiro que a região precisa. Seja de investimentos comerciais quanto na preservação do meio ambiente. Meio ambiente é carimbo para negócios saudáveis que já são escrutinados pelo consumidor.
De forma que o custo de passagens, estadia e diárias (na forma da lei) para uma meia dúzia de servidores e parlamentares pode ser inferior, e muito, aos benefícios que podem resultar da missão, a partir de prospecções e reuniões com investidores e líderes mundiais.
Muita gente questionando a participação de deputados. Ora, a COP é um evento político e banco ou empresário nenhum irá investir em Estado sem o aval das forças políticas. E o governador não poderia porque na quinta recebe o presidente na Capital.
Tanto os financiamentos quanto as ações dependem de leis que são aprovadas por deputados. Não à toa, o governo mandou dois deputados governistas e um outro oposicionista. E o próprio vice-governador.
O governo tem problemas maiores que diárias e passagens que podem ser, na verdade, no caso em tela, parte da solução. E não mais um problema.


