O governo federal publicou ontem o resultado primário da administração federal no primeiro semestre de 2022. O Palácio Araguaia tem até a próxima sexta-feira para igual expediente.
No governo federal a projeção do déficit primário (receitas primárias menos despesas primárias) caiu de R$ 76 bilhões para R$ 59 bilhões.
A previsão de receitas no início do ano era de R$ 1,6 trilhões e despesas R$ 1,7 trilhões. Fechou junho com previsão de R$ 1,770 trilhões de receitas e R$ 1,830 trilhões de despesas.
A União projetar uma diferença negativa entre receita e despesa de 3,3% da previsão orçamentária é considerado um escândalo no país porque remete a descontrole fiscal assumido.
Pois bem. O governo do Tocantins fechou o ano de 2021 com um superávit (e não déficit) primário de R$ 631 milhões para uma meta prevista de R$ 125 milhões positivos.
Para 2022, entretanto, o governo prevê um déficit primário de R$ 204 milhões. O equivalente a 1,7% da previsão orçamentária (0,46% do PIB).
Tudo sem debate nenhum dos parlamentares ou público para a queda livre quando as receitas crescem em sentido contrário e de forma geométrica. Ou seja, o problema seria a projeção de despesas.
Como é óbvio, passar de um resultado de R$ 631 milhões positivos para R$ 204 milhões negativos, o governo estaria sinalizando, sem justificativa correspondente, perdas, a priori, de R$ 834 milhões quando o governo federal sinaliza justamente o contrário: melhoria nas contas fiscais.


