O governo federal é cheio de piadas. Elevou o salário mínimo de R$ 1.039,00 para R$ 1.045. Seis reais da primeira proposta e R$ 47 acima dos R$ 998,00 de 2019 que não corrigia sequer a inflação.
O Planalto voltou atrás e corrigiu a inflação. Não sem antes fazer uso das chantagens de sempre: cada R$ 1 aumentado, corresponderia a R$ 355 milhões a mais de despesas nos cofres do tesouro. Seis reais assim elevaria as despesas em mais R$ 2,3 bilhões.
Para aumentar a bagunça, um órgão do Senado corrigiu o governo: não seria R$ 355 milhões para cada R$ 1,00. E sim 550 milhões, elevando a despesa adicional para R$ 3,3 bilhões.
Caros, para além do explícito chutômetro (claramente evidenciado na acachapante diferença entre Senado e Governo), o Orçamento Geral da União prevê para 2020 isenções fiscais (renúncia de impostos de empresários) de R$ 330,6 bilhões (está lá no OGU/2020). Ou: 24,2 bilhões a mais que 2019.
Por outro lado, os cem maiores devedores da Previdência (que o governo diz querer zelar) devem R$ 50 bilhões de contribuições não pagas!!!
Somando isenções e dívidas, tem-se R$ 380 bilhões contra os presumidos e chutados R$ 2,3 bilhões (governo) ou R$ 3,3 bilhões do Senado. Menos de 10% do que o governo renuncia e do que não cobra.


