Deputados federais e senadores trabalham para renovar seus mandatos e outros buscam “crescer” na carreira política. No Estado, de onze congressistas, 82% integram partidos da base bolsonarista: seis deputados federais e três senadores.
Ocorre que a contrapartida do governo federal não seguiu o fluxo dos apoios que os parlamentares emprestaram a Jair Bolsonaro, aprovando praticamente todas as medidas encaminhadas ao Congresso. Algumas flagrantemente inconstitucionais e lesivas à coisa pública e às instituições.
O governo federal empenhou de recursos de bancada e de emendas individuais este ano (relatório de 22 de agosto/segunda-feira) o montante de R$ 334,8 milhões contra os R$ 439,9 milhões do ano passado. O equivalente a 23,91% a menos.
E pagou menos ainda até aqui: R$ 155,5 milhões de emendas, comparados aos R$ 236,2 milhões de igual período do ano passado. O governo liquidou de emendas este ano R$ 161,3 milhões e R$ 239,5 milhões em 2021.
Pelo relatório da Controladoria Geral da União, a quatro meses do encerramento do exercício de 2022 (e em período eleitoral) o governo de Jair Bolsonaro ainda deve R$ 203 milhões de restos a pagar de 2021 de emendas liquidadas.
Não é relatório favorável a justificar apoios ao candidato do PL à reeleição de presidente da República pela bancada no Estado.


