As contas do governo referentes ao 1º bimestre (janeiro/fevereiro) de 2023 do governo (publicadas no DO de ontem) não justificam mas certo modo explicam dois movimentos atuais aparentes: 1) a hegemonia de deputados estaduais, federais e senadores em torno de Wanderlei Barbosa
E 2) as alterações arriscadas do Executivo em áreas vitais do poder público (educação e saúde, mais especificamente) em larga medida em conexão com a 1ª suposição desprezando consequências óbvias do ponto de vista da eficiência da administração. Ainda que mudanças na órbita de sua competência discricionária.
O governo fechou o primeiro bimestre com uma receita bruta acumulada de R$ 3,390 bilhões. Só no período arrecadou R$ 1,838 bilhões. A diferença é resultado dos recursos remanescentes de 2022.
Até dezembro, a previsão atualizada da receita bruta é de R$ 16 bilhões. Acima da previsão da Lei Orçamentária que é de R$ 12,8 bilhões. Tem-se aí as disponibilidades de caixa e superávit financeiro, projetando, no ano, financeiro mais que orçamento.
Cotejando apenas a LOA (orçamento de 2023), o governo arrecadou nos dois primeiros meses do ano o equivalente a R$ 1,317 bilhões., fechando o acumulado com receitas de R$ 2,503 bilhões.
No período, entretanto, o governo fez despesas pagas e a pagar de R$ 2,036 bilhões. Ou seja, no ano um superávit primário de R$ 467 milhões. Um saldo que se mostra maior considerada a receita bruta acumulada de R$ 3,390 bilhões no ano: R$ 1,354 bilhões.
Não é um desempenho desprezível do ponto de vista econômico, financeiro, administrativo ou fiscal..


