Apesar das progressões/promoções e passivos acertados, o governo estadual (Executivo) fechou o exercício de 2022 consumindo com salários menos, proporcionalmente, do que o gasto no ano anterior (2021).
Balanço do 3º quadrimestre de 2022 publicado ontem registra que nos últimos doze meses, o governo de Wanderlei Barbosa dispendeu com salários o equivalente a 39,35% das receitas correntes líquidas. É o menor gasto nos 35 anos de Estado.
A administração melhorou o índice com que fechou 2021 (40,31%) e reduziu o valor com que havia fechado o segundo quadrimestre de 2022, quando registrava um gasto com despesas de pessoal da ordem de 42,05%. Pela LRF, o máximo é 49%, prudencial 46,55% e limite de alerta de 44,10%.
Pelos números, a equação foi possível em função da combinação de incremento de receitas e redução dos gastos, não gastando mais do que arrecadou. Se fechou dezembro de 2021 com uma receita corrente líquida de R$ 10.053.168.262,52 (para cálculo de despesas de pessoal) teve em 2022 o montante de R$ 12.104.467.859,45.
O desempenho da receita concorreu para amortecer o aumento nominal das despesas brutas que passaram de R$ 5.806.050.320,69 (dezembro/21) para os R$ 6.810.102.763,5 dos gastos de 2022, não descontadas as despesas não computadas.
Considerando os descontos previstos na lei, ainda assim, o governo administrou os gastos. Havia fechado 2021 com uma despesa líquida de salários de R$ 4.051.903.291,07, finalizando 2022 gastando R$ 4.762.531.762.
Ou seja, pagou salários e progressões e estabilizou o índice de crescimento das despesas em relação às receitas. A RCL cresceu 20,4% e as despesas com salários apenas 17,5% no período.
E isto gastando em investimentos no ano passado o equivalente a R$ 1,5 bilhões (empenhados) - R$ 1,171 bilhões pagos - contra os R$ 515 milhões de investimentos do exercício de 2021.


