O governo faz o dever de casa ao efetuar o pagamento de evoluções funcionais a servidores. É da lei. Não importa o custo das demandas que só para 2023 – somando os 25% do STF – somam algo próximo de R$ 800 milhões a mais por ano na folha de salários. Cerca de 10% acima dos R$ 7,7 bilhões de gastos previstos pelo governo para este ano.
A questão reside na criação das demandas feitas por Executivo e Legislativo ao público interno desproporcional aos benefícios que deveria proporcionar à população.
O poder de pressão dos servidores públicos e suas lideranças sindicais tem sido, com efeito, mais exitoso do que a ação dos deputados em favor da maioria dos eleitores.
E a aceleração continua. Há na Secretaria de Administração em estudos reforma das estruturas organizacionais em pelo menos 16 secretarias e órgãos.
Ou seja: aprovadas, mais custos na atividade-meio. No popular: o esforço arrecadatório tem se movimentado para financiar o aumento de gastos administrativos em proporção superior à atividade-fim do poder público.


