Há no Palácio Araguaia, como apurou ontem o blog, a expectativa de fechar o ano com mais de 90% da ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional concluídos.
É um dado relevante de qualquer lado que se o observe.
Para a população, não só possibilidade, mas probabilidade concreta de ser entregue no primeiro semestre de 2024,aposentando,novamente, as balsas.
Mas há aí outro recorte, um ponto de observação diferenciado: o fiscal. Do empréstimo de R$ 150 milhões contraídos com o BRB para a ponte, o governo fez uso, até ontem, de apenas R$ 100 milhões.
Situação que aponta não necessitar o governo, para entregar a obra, dos conhecidos aditivos que engordam os cofres dos empreiteiros. Ou seja: o governo tem administrado o empréstimo (e o contrato de construção) com parcimônia.
Diferente das Pontes de Papel (dos governos Siqueira/Marcelo) cujos contratos iniciais de R$ 411 milhões foram elevados para R$ 1,4 bilhão com aditivos e obras inacabadas.
Igual medida tem aplicado no empréstimo contraído com o Banco do Brasil no primeiro semestre. Dos R$ 300 milhões já liberados, o governo só fez uso até agora de R$ 70 milhões.
E isto, para qualquer economista,é sinal de que o governo tem espaço para “tocar” as obras que tem prometido com folga orçamentária, financeira e fiscal.
Condição que, certamente, não é condizente com um mau ou perdulário governo. Pelo contrário.
E olha que tem reduzido a dependência de transferências federais, como registra o balanço de recursos ordinários no primeiro semestre de 2023.
As receitas próprias aumentaram a sua participação no total de recursos ordinários do Estado, passando de 46,49% em 2022 para 46,77% em 2023. E as Transferências Correntes diminuíram a sua participação de 53,51%, em 2022, para 53,23%, em 2023.


