Os prefeitos de municípios que fazem limite com o Maranhão se movimentam para que o Estado monte barreiras sanitárias na divisa. O justificável receio é a nova variante indiana registrada na terra do ex-concretista Ferreira Gullar.
O governo e prefeituras de cidades com fronteiras abertas (secas e por água) com Mato Grosso, Pará, Maranhão, Goiás e Bahia já deveriam ter providenciado a fiscalização há muito.
Com ligação direta com o Maranhão (economia mais voltada a Imperatriz e Porto Franco que a Araguaína ou Palmas) estão municípios com índices alarmantes do Covid-19.
Aguiarnópolis (separada do Maranhão apenas pela ponte do Estreito) registra uma taxa de letalidade de 2,1%. Superior ao 1,2% de Palmas (que tem mais casos no Estado) e aos 1,6% do Tocantins. A cidade tem 10.217 casos/100 mil habitantes. A média do Brasil é 7.858,8/100 mil.
Outro município próximo da divisa, um pouco acima, é São Bento com espantosos 17.168 casos/100 mil habitantes. Índice de letalidade de 1,0%. Tocantinópolis apresenta 8.695 casos/100 mil e uma taxa de letalidade de de 2 %. Augustinópolis a letalidade é de 1,9% (7833/100 mil).


