As contas do governo do Estado vão muito bem. Em dias com a Lei de Responsabilidade Fiscal, pagamento de salários e fornecedores nos trinks, assim como emendas de parlamentares (aumentadas este ano junto com os vencimentos dos deputados e as gratificações por participação em comissões) e isenções fiscais quase que semanalmente.
Mas há outro ponto de observação. O Ministério do Desenvolvimento e Cidadania publicou dias atrás que no Estado 933 mil e 503 pessoas (dezembro/2023) estão no Cadastro Único de benefícios sociais do governo federal. E 480 mil e 610 pessoas estão no Bolsa Família (fev/2024).
Em dez anos (2013 a 2023) o número de pessoas com baixa ou nenhuma renda, assim, cresceu 238,2%.
Um incremento no CadÚnico de mais 658 mil pessoas aos 275 mil e 974 pessoas registradas em dezembro de 2013.
Por outro lado, o PIB anunciado pelo governo (na mensagem aos deputados no início do mês) de R$ 51 bilhões é R$ 28 bilhões (121,7%) maior que o PIB de 2013 (R$23,6 bilhões/Seplan). Pode ser maior se confirmar a previsão da LDO 2024 de um PIB de R$ 64,9 bilhões este ano.
Como a população do Estado em 2013 era de 1,478 milhões, tinha-se, ali, um pib per capita de R$ 15 mil e 967.
Hoje, com uma população de 1,511 milhões (censo 2022), o PIB de R$ 51 bilhões resultaria em um PIB per capita de R$ 33 mil e 752.
Resumindo: enquanto a população crescia 2,2% na década, o PIB per capita (divisão das riquezas produzidas em um ano/população) observava um crescimento de 111,3%.
E as pessoas necessitadas de benefícios sociais aumentava, no mesmo período, aqueles 238,2%.
Ou seja: governo e Estado vão bem. População vai mal. Muito mal.


