O governo fez circular ontem que a alteração da Capag, de Letra B para B+ seria demonstrativo da saúde financeira do Executivo. E maior condição para tomar empréstimos.
É uma informação rasa e com certo grau de inverdade. O + criado pela Secretaria do Tesouro Nacional no ano passado diz respeito à qualidade dos números contábeis (transparência). E não a melhoria dos números.
Uma gestão falida ou inadimplente pode muito bem ter seus números com alta qualidade contábil. Mas isto não torna as contas melhores.
O governo continua na Letra B desta forma: A no Endividamento (31,94%), B na poupança corrente (88,94%) e A na liquidez (36,80%). Isto na Capag 2023. A de 2024 ainda não foi calculada.
Mas os números indicam piora. O governo, por exemplo (números do RREO/5° bimestre/24) reduziu o endividamento (26%) mas também diminuiu a poupança corrente (passou de 88,94% para 95% da receita corrente líquida).
A melhora na dívida se deu pela elevação da arrecadação. E a redução da poupança, no aumento dos gastos.
E que irão influenciar, por lógica, no terceiro ítem: a liquidez, dependente das disponibilidades de caixa.
O + do B, portanto, não aponta literalmente a Capag.


