O governo divulgou pelas redes sociais ontem parceria com a prefeitura da Capital para atendimento de pessoas com deficiência intelectual (espectro autista).
A publicação tem, a priori, os vícios das redes sociais. E ela se deu após a amplificação de cobrança do Ministério Público de cumprimento de sentença judicial (por prefeitura e governo) para a reestruturação do setor.
E qual é o busílis: não há - conforme apurou o blog nesta sexta - parceria nenhuma do governo com a prefeitura (pelo menos oficialmente) com o governo para o atendimento.
Hoje, as crianças com autismo são atendidas em um Caps da Prefeitura, com recursos do município e de emendas da ex-senadora Kátia Abreu. Zero recurso estadual.
E isto levando-se em conta que a especialidade faz parte do grupo de média e alta complexidade. Prefeituras tem obrigação da baixa complexidade (atenção básica), situação que a excluiria até mesmo da ação do MPE.
Aliás, a questão é mais problemática. Uma clínica que atendia pelo Servir (e não o público) notificou o governo o rompimento do contrato em função dos valores pagos.
No particular, um paciente do tipo não custa menos de R$ 8 mil mensais.
E a vida segue.


