O governo de Wanderlei Barbosa segue o curso do ajuste fiscal muito embora o crescimento dos gastos com contratos temporários nos últimos dois meses pudessem provocar questionamentos eleitorais dos adversários.
O Palácio deve publicar dentro de duas semanas o RREO do terceiro bimestre e, observados os dados da execução orçamentária, poderá fechar o semestre em melhor do que a registrada no primeiro semestre de 2021.
Foi beneficiado pela elevação da arrecadação tributária inflada pela escalada de preços, mas o desempenho dos gastos indica contenção de despesas. De outro modo: os gastos foram corrigidos em índices menores do que o crescimento da receita.
De Janeiro a julho (hoje), por exemplo, (na metade do mês), o governo havia realizado receitas de R$ 7,3 bilhões. O valor já é 15,8% superior aos R$ 6,3 bilhões de janeiro a julho de 2021, considerando o mês cheio (os 31 dias de julho).
Já os gastos no mesmo período (janeiro a 14 de julho de 2022) ficaram em R$ 6,4 bilhões. Apenas 4,9% acima dos R$ 6,1 bilhões empenhados de janeiro a julho de 2021. Com pessoal, no período, foram empenhados R$ 3,7 bilhões (2021) e também R$ 3,7 bilhões em 2022.
“Vamos publicar até o final do mês (a RREO) mas adianto que está tudo conforme o primeiro trimestre”, falou ontem ao blog o secretário da Fazenda, Júlio Edstron.


