O estudo do MapBiomas divulgado no final de semana fez emergir as prioridades da Secretaria do Meio Ambiente e do governo. E as “principais entregas”, do plano de governo de 2022. Os tais eixos da campanha.
No ano passado foram desmatados no Tocantins 630,8 hectares de cerrado por dia (26,3 há a cada 60 minutos). É o 3º pior desempenho do país.
Os 230.253 hectares de desmatamento de 2023 são mais que o triplo dos 63.386 hectares desmatados em 2021 (quando Wanderlei Barbosa assumiu o governo). Ou: 166 mil hectares a mais (263% de crescimento).
Aumentou para 82.853 (2022) e estourou em 2023. Ano em que o agronegócio exportou R$ 15 bilhões sem imposto de exportação e de 1% a 2% na circulação interna.
Conforme a Conab, a safra 23/24 vai ocupar uma área de 2,145 milhões de hectares. Maior que os 2,013 milhões de hectares da safra 22/23.
Apesar da área plantada, a produção vai cair: de 7,612 milhões de toneladas (23) para 7,437 milhões de toneladas (24).
De 2021 a 2024, a área plantada passou de 1,784 milhão de hectares para 2,145 milhões de hectares (36,8% a mais). E a produção apenas 13,2% (6,567 milhões ton/21 – 7,437 milhões toneladas/24).
Ou seja, o explícito desmatamento do cerrado não aumenta a produção. Mas elevou as exportações em dólares: passaram de US$ 1,85 bilhões (21) para os US$ 3,014 bilhões no ano passado.
Com um detalhe: a Secretaria de Meio Ambiente (cujo titular é do Partido Verde e a esposa é deputada estadual pela legenda) tem este ano um orçamento menor do que o de 2021. É de R$ 13,365 milhões em 2024. Foi R$ 13,676 milhões em 2021.
Até agora, no setor, isto tem sido uma das "principais" entregas. De forma inversa.


