O governador em exercício demitiu os secretários Carlos Humberto (Industria) e Odilon Coelho (Parcerias).
Apesar de publicado a pedido (DO de ontem), foram, na verdade, exonerados.
O "a pedido" é apenas tentativa inútil de politicamente camuflar a forma.Como apurou o blog nesta madrugada.
Eram secretários com estrutura familiar respeitável no Estado.
O pai de Beto, ex-deputado Adjair Lima, foi secretário da Fazenda nos governos Siqueira e na prefeitura de Palmas, na gestão de Eduardo Siqueira e Raul Filho.
E Odilon é filho da ex-prefeita de Palmas, Mariza Sales, que também foi vereadora e presidiu a Câmara da Capital.
Não há uma palha ou fagulha que aponte nos envolvidos histórico de malversação de recurso público.
Os agora ex-secretários não ofereceram suas cabeças ao Palácio. Foram na verdade surpreendidos.
É provável que secretários mais influentes de Laurez tenham-no convencido da possibilidade de contaminação política e pressão popular.
Afinal, Beto e Odilon foram renomeados pelo próprio Laurez.
Ocorre que, tanto política como administrativamente, a avaliação palaciana se aproxima mais da leitura equivocada de setores da imprensa na contrariedade da própria investigação Polícia Federal.
Beto e Odilon são citados na investigação por uma denúncia anônima que a PF, no próprio relatório, investigou e não encontrou razoabilidade nem comprovação.
Está lá na página 42. Das denúncias apresentadas, a PF só comprovou que os secretários Beto e Odilon foram renomeados no cargo!! Se é que isto seja denúncia. Nada de irregularidades.
Os jornalistas podem não ter lido a peça toda na ânsia de juntar “ lé com cré´ (fazem-no comumente por acessos e likes). Mas está lá.
Não o divulguei no dia da operação por que irrelevante na operação. Mas erosivo para os envolvidos.
É como se escrevesse sem qualquer comprovação fática: fulano é chamado de ladrão por beltrano, Mas fulano nega!!
O expediente, entretanto, não é concedido ao Executivo.
Mais não bastasse, tanto Beto Lima quanto Odilon Coelho não foram objeto da operação da PF. Prevalecesse a denúncia, a PF não o fazendo estaria prevaricando.
Se a PF fez certo em apurar a denúncia anônima (e relatá-la), descartando-lhe veracidade, governo e setores da imprensa preferiram amplificar a denúncia descartada. E jogar os secretários na fogueira.
O problema é: como ficam as biografias daqueles que a PF descartou e que tiveram seus nomes envolvidos numa leitura apressada da denúncia que sequer enxergaram a sua conclusão.


