O governo demitiu na noite de ontem os assessores citados na investigação das cestas básicas. E que estavam lotados no gabinete da Governadoria.
A medida tenta afastar do Gabinete e de Wanderlei Barbosa o escândalo das aquisições de cestas básicas na pandemia. Aquisições feitas no governo anterior de Mauro Carlesse quando Wanderlei era vice e não ordenava nada.
O Palácio parece querer enfrentar política e administrativamente os apontamentos da PF (acatados pelo STJ) e que, tomados da forma em que se coloca, “provas” circunstanciais já teriam cassado o Chefe do Executivo. Fulano é amigo de sicrano, que é amigo de beltrano.
Ah, LA, mas tem o depósito de R$ 5 mil. Ora, por favor, propina de R$ 5 mil em contratos de R$ 100 milhões e em TED!!! Tenham paciência!
Pode acontecer? Claro que pode, mas muito improvável. Aí Wanderlei teria que ser mandado para um hospício ou um haras.
Me parece que a Justiça necessita mais que isto para colocar o Governador na “cena do crime” e condenar Wanderlei Barbosa. Mas o prejuízo político já está colocado.
E ele tem fundo verdadeiro. Uma quadrilha se apossou do governo (não só deste). Do inquérito, sobressai um laranjal plantado apenas para desviar recursos públicos (cestas básicas de R$ 42,24 vendidas a R$ 73,65).
Duas empresas de mesmo dono no mesmo endereço faturando R$ 22 milhões. E que o dono (laranja) possuía apenas uma moto Biz. Outro, considerado amigo do Governador, com três empresas de sua propriedade abiscoitando R$ 27 milhões nas cestas básicas e assim por diante. A investigação da Polícia Civil e da Polícia Federal é impecável.


