Sábado, 24 de Out de 2026

Governo concede mais incentivos fiscais para empresas exportadoras que se já não pagavam impostos pela Lei Kandir vão tungar também nos 1% do ICMS na circulação interna. Bunge teve lucro líquido de R$ 4,6 bilhões no 1º semestre de 2022

19/10/2022 399 visualizações

Isenções fiscais são prerrogativas constitucionais dos governos. A questão desgringola é quando não há transparência, estudo de impacto financeiro ou comprovação de contrapartidas. O TCE já emitiu relatórios escandalosos sobre o assunto.

Pois bem. O governo anunciou ontem a assinatura de incentivos fiscais a três empresas. Benefícios que irão até 2032. Impostos sequestrados por uma década. Aliás, renovação.

Dentre as empresas beneficiada com os trocados tocantinenses, a multinacional Bunge que registrou um lucro líquido no primeiro semestre deste ano de R$ 4,684 bilhões (US$ 894 milhões).

Só as vendas da divisão brasileira no primeiro semestre alcançaram inimagináveis R$ 61,8 bilhões (US$ 12,75 bilhões).

E como é óbvio, a guerra na Ucrânia elevou a demanda dos produtos comercializados pela multinacional.

O Secretário do setor no Estado não divulgou os termos do Tare (valor das isenções e o estudo de impacto econômico de como o governo irá cobrir a renúncia fiscal) e a comunicação do governo expandiu que as renúncias possibilitarão o aumento da arrecadação.

Uma mágica. Já que produtos para exportação são livres de impostos (Lei Kandir) e o ICMS do agro na circulação interna é de 1% e 2%.

Como é óbvio, se já tem a Lei Kandir, a tungada será nestes 1% e 2%. Ou seja, mais exportação de empregos do que criação deles por aqui.

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