Contrariando a expectativa e projeções de adversários políticos do governador Wanderlei Barbosa, o governo do Estado está melhor hoje do que no ano passado do ponto de vista fiscal.
É bem verdade que muito se dá pelo desempenho das receitas que, evidentemente, seria diferente caso o poder público não controlasse as despesas.
O balanço do primeiro semestre publicado ontem revela que de janeiro a junho a administração Wanderlei reduziu a dívida pública consolidada em R$ 1,250 bilhões. E a dívida consolidada líquida (deduzidas disponibilidades de caixa e aplicações financeiras) caiu R$ 423 milhões.
No período, a DC passou de R$ 4,753 bilhões (dezembro/2021) para os atuais R$ 3,503 bilhões. E a DCL saiu de R$ 1,970 bilhões (dezembro/2021) para R$ 1,547 bilhões (junho/2022).
O desempenho é superior ao do seu antecessor. No governo Mauro Carlesse, a redução da dívida consolidada (dezembro/20 a dezembro/21) foi de R$ 760 milhoes ( R$ 5,313 bi/20 e R$ 4,753 bi/21). Ou seja, metade da redução de seis meses de Wanderlei.
Parte da redução é atribuída às homologações de acordo de parcelamentos e quitação de débitos com consignados e de dívidas com o Igeprev. Expedientes processados pela administração.
E que também encontram respaldo na execução orçamentária como comprova a queda da projeção negativa de resultado primário para o ano. O governo previa um déficit primário da ordem de R$ 204 milhões. Ate junho, registra um superávit primário de R$ 888,5 milhões.


