O governo aumentou as despesas brutas de salários em R$ 502 milhões no últimos quatro meses mas ainda assim reduziu o índice de comprometimento das receitas com o salário do funcionalismo de 41,30% (do segundo quadrimestre) para 40,31% com que encerrou o exercício de 2021 (3º quadrimestre). O balanço foi publicado no Diário Oficial na noite de ontem.
O resultado positivo deriva da elevação da receita corrente líquida que passou de R$ 9,258 bilhões em agosto para R$ 10,053 bilhões em dezembro (soma dos últimos 12 meses). De outro modo, metade do ganho da RCL foi direcionada adicionalmente às despesas de pessoal. Como o cálculo do índice é feito da relação RCL/despesas (líquida) de pessoal, a divisão favorece a redução proporcional do índice. E não a redução real dos gastos.
Em agosto o governo gastava (despesa bruta calculada nos doze meses anteriores) R$ 5,304 bilhões com salários e despesa líquida de R$ 3,824 bilhões. Fechou o ano gastando R$ 5,806 bilhões (bruta) e R$ 4,051 (líquida). Ou seja, R$ 227 milhões mais na despesa liquida e outros R$ 466 milhões adicionais na bruta.
Só de despesas de salários não feitas no exercício (12 meses) – promoções, progressões e outros – o governo gastou em quatro meses R$ 224 milhõe que são excluidas (deduzidas) da despesa liquida. Havia gasto no balanço de agosto R$ 279 milhões e fechou o ano com R$ 503 milhões dessas despesas que são excluídas do cálculo da despesa líquida que determina o percentual de comprometimento da receita.


