Sábado, 24 de Out de 2026

Governadores saem da reunião com Lula firmando uma Carta de Brasília pela democracia com presidente levando no bico reivindicações de obras, criando um calendário para apresentação de prioridades já colocadas.Mas é um começo!

27/01/2023 382 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa saiu da reunião com Lula anunciando que reivindicou ao Presidente a continuidade da federalização da BR-010 (Aparecida/Maranhão), a ponte Filadélfia/Carolina (MA) e a federação da Transcolinas. Como salientou Wanderlei, são obras de integração que deveria constar da lista de prioridade do governo federal.

O problema é que Lula petizou o encontro e o transformou numa oportunidade política elaborando a Carta de Brasília.

Ou seja, um encontro em que deveria ser discutida a contrapartida aos Estados da redução de ICMS (que nem entrou na pauta como queriam os Secretários de Fazenda estaduais) os governadores firmaram compromisso de defesa da democracia e das instituições.

Reafirmou o pacto federativo e o resgate de políticas pública como os consórcios públicos (que já existem entre os governadores). Isto para definir uma agenda permanente de diálogo.

Nada de concreto diz a Carta de Brasília sobre as obras reivindicadas pelos governadores como Wanderlei Barbosa. São demandas antigas e entregues a outros presidentes.

Mas Lula e governadores – sem colocarem na Carta de Brasília – firmaram, tacitamente, um calendário: os governadores tem entre 3 e 10 de fevereiro para apresentarem as prioridades que, por sinal, já demonstraram nesta sexta. E que novas reuniões serão realizadas a partir de 13 de fevereiro.

Um adendo: o governo federal estima um buraco no orçamento da ordem de R$ 231 bilhões em 2023. E o Congresso teve que ser virar para aprovar recursos para o Bolsa Família/Auxílio Emergencial.

 

CARTA DE BRASÍLIA

"Em reunião realizada hoje, 27 de janeiro de 2023, entre os vinte e sete Governadores e Governadoras dos Estados e do Distrito Federal com o Presidente da República, reafirmamos nosso compromisso com o estado democrático de direito e com a estabilidade institucional e social do país.

A democracia é um valor inegociável. Somente por meio do diálogo que ela favorece poderemos priorizar um crescimento econômico com redução das nossas desigualdades e das mazelas sociais que hoje impõem sofrimento e desesperança para uma parcela significativa da população brasileira.

O encontro de hoje ratificou o desejo de todos para que o pacto federativo funcione em um ambiente cooperativo e eficiente para superarmos os entraves econômicos e para lidarmos com as grandes necessidades do povo brasileiro.

Por meio dos Consórcios Públicos, buscaremos resgatar as ferramentas de políticas públicas que facilitem uma gestão compartilhada dos recursos públicos entre a União, Estados e municípios, e que favoreçam o desenvolvimento regional.

Juntos criaremos um Conselho da Federação. Nele terão assento representantes da União, dos Estados e dos municípios visando definir uma agenda permanente de diálogo e pactuação em torno de temas definidos como prioritários pelos entes federados.

Todos os nossos esforços serão orientados pela agenda do desenvolvimento para superarmos o desemprego, a inflação, a fome e a pobreza em uma agenda integrada e negociada permanentemente."

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