Sábado, 24 de Out de 2026

Governador convida líderes e prefeitos de todas as correntes políticas para inauguração da nova ponte, contrastando com a polarização das circunstâncias políticas atuais e da história

14/06/2024 583 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa convidou para a inauguração da ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional todos os prefeitos e lideranças do Estado. Sem distinção partidária ou de adversidade.

Diferente da inauguração da primeira ponte de Porto Nacional que foi entregue pelo então governador de Goiás, Irapuan da Costa Junior.

Irapuan hoje está no MDB mas lá era Arena e fora nomeado pela ditadura militar. Governador biônico.

Um engenheiro e físico nuclear. Um dos políticos mais letrados e inteligentes de Goiás. Foi também senador. Mas também allinhado aos generais.

O prefeito era Jurimar Macedo (MDB). Havia substituído o ex-prefeito, Antônio Poincarè  de Andrade (Arena). A ponte foi iniciada na administração de Antônio Poincaré (em agosto ded 1.976 e inaugurada em 1.979).

Antônio Poincaré (pai do deputado federal Antônio Andrade) era um jornalista que fora eleito numa disputa com dois outros candidatos da Arena: era Arena 1, Arena 2 e Arena 3.

Era para ser considerado um avanço depois do AI-5 (que extinguiu os partidos) e do AI-6 (que criou o bipartidarismo).

Se vivêssemos hoje uma ditadura – e que o 8 de janeiro tentou provocar - seria o mesmo que ver Eli Borges, Filipe Martins e Janad Valcari, todos bolsonaristas, disputando a prefeitura de Palmas. Pelo mesmo partido, o PL. Sem adversários.

Jurimar tentou convencer o Governador a dar o nome de Dom Alano à ponte. O bispo era respeitado pelos militares pela liderança nesta região da Amazônia. Mas era defensor dos estudantes presos pela ditadura. A ponte ficou sem nome.

Hoje, o nome da nova ponte é o do ex-prefeito Antônio Poincaré de Andrade. Que fez campanha para prefeito em cima de um jipão sem porta e sem capota. Não por luxo, mas necessidade.

Justapondo o posicionamento de Wanderlei, ao dar ao evento a relevância história que possui, independente de cor partidária, mesmo sendo de partido da base bolsonarista, é possível deduzir não ser mais um desses negacionistas que fazem a direita ser observada como apenas extremistas.

Até porque a direita é pela lógica econômica e política de caráter liberal. Não favorece o capital o radicalismo, nem de esquerda nem de direita, por necessita de liberdade de mercado. O conservador é aquele que quer conservar seu status quo. E não modificá-lo.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano