Sábado, 24 de Out de 2026

Gleysi reúne-se com petistas nesta quarta em Palmas sem expectativas quanto a conversas sobre definição de majoritária a cargo de Lula

29/06/2022 473 visualizações

Diferente de outros Estados, o PT estadual tem seguido até aqui à risca as determinações de Lula. A estratégia tem levado certo prejuízo à pré-campanha do ex-deputado Paulo Mourão. O calendário eleitoral avança e são desconhecidos movimentos do partido para a formação da chapa  majoritária. Nem briga, nem abraça.

Mourão já andou praticamente todos os municípios construindo sua candidatura, aumentou sua musculatura política do desempenho formidável em 2018 e não haveria, por certo, outro petista com igual possibilidade eleitoral. Já tem uma campanha cristalizada e apoio do ex-presidente que o disse em entrevista à rádio Conexão FM há menos de dois meses.

O freio de mão partidário e a indisposição para o confronto tático terminam, assim, entretanto, emprestando à pré-campanha de Mourão a impressão de um ato solitário que, partidariamente, não é como comprovam as orientações de Lula.

Lula já o declarou mas o histórico camaleônico e pragmático do ex-presidente incentivam dúvidas quanto à intensidade das escolhas lulistas na formação dos palanques regionais, fundamentais (especialmente na Câmara e Senado) na governabilidade numa eventual vitória eleitoral do petista.

São negociações realizadas fora do Estado. E que certamente não farão parte da agenda política da presidente nacional petista nesta quarta na Capital como pensa parte da militância engajada. Até porque a conversa sobre senador, suplentes e vice-governador é com Lula.

Gleysi Hoffman, tudo indica, dá apenas curso à guerra de movimentos petistas. Impulsiona a militância e conversará platitudes com a direção regional, pretextando acertar a agenda de Lula no Estado. Algo perfeitamente possível de ser feito por telefonemas.

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