Os eleitores do Estado bem podiam dar uma passada de olhos no portal do Tesouro Nacional (https://www.tesourotransparente.gov.br/consultas/painel-das-emendas-parlamentares-individuais-e-de-bancada). Os números, certo modo, qualificam/quantificam a relevância que cada município tem para o deputado federal ou senador que elegeu.
Lá, verá que de janeiro de 2022 a março 2023, os congressistas conseguiram mandar para o Estado o montante de R$ 238,3 milhões de emendas individuais e de bancada. Foram R$ 63,797 milhões (bancada) e R$ 174,532 milhões de emendas individuais impositivas.
Disto aí, apenas R$ 19,90 milhões deputados e senadores repassaram para o governo investir. Ou seja, a participação dos congressistas com verbas federais na administração Wanderlei Barbosa foi de apenas 7,9% dos recursos que conseguiram despachar para o Estado.
Isto aí é 1,1% dos R$ 1,586 bilhões que o governo investiu no ano passado. Uma contribuição e tanto que não impediu deputados federais e senadores a cobrarem de Wanderlei Barbosa obras no Estado.
Agora atenção: Porto Nacional teve de recursos de emendas individuais e de bancadas no período o valor de R$ 10,64 milhões. Superior aos R$ 3,29 milhões destinados à Capital. Palmas teve menos recursos até que Paranã (R$ 3,33 milhões), Colinas (R$ 5,11 milhões) ou Miranorte (R$ 4,36 milhões).
Araguaína, a segunda maior cidade do Estado (2ª maior economia, 2ª maior população e 2º maior colégio eleitoral) recebeu de deputados federais e senadores de janeiro/22 a março/23 apenas R$ 2,75 milhões. E o que dizer de Gurupi: terceira maior cidade e colégio eleitoral, obteve míseros R$ 800 mil de suas excelências parlamentares.


