Os servidores públicos cobraram do governo esta semana o pagamento da correção de pensões e aposentadorias no Regime Próprio de Previdência Social (Igeprev) do funcionalismo. É, com efeito, pertinente o apontamento das entidades sindicais.
Diferente do tratamento aos ativos, os inativos ainda não viram a cor da correção da inflação, combinada este ano entre os poderes locais, dado o arranjo político e administrativo elaborado, que seria de fictícios 1% (pagos aos ativos) contra os 5,07% medidos pelo IBGE. Uma explícita redução salarial pelo ajuste dos preços.
Se no Plano Cruzado (Dilson Funaro/José Sarney) há 33 anos criou-se por decreto o gatilho salarial (indexação dos salários à inflação), inovou-se agora por aqui: o gatilho é acionado para trás. Não se pode, assim, contestá-lo como reacionário. E sim no que revoluciona. Inflação cinco casas à frente, volta-se quatro casas.
Não deixa de ser um jogo interessante. Menos para o assalariado que para os governos. E especialmente para aposentados e pensionistas que tiveram mantida na Reforma da Previdência aprovada recentemente pelo Congresso a garantia da correção inflacionária nos benefícios, sendo derrotada a tese da desconstitucionalização da regra dos reajustes.
Má há um porém na cobrança dos funcionários ao governo sobre a não correção de aposentadorias e pensões no Estado. Depois que se aposenta, o servidor recebe é do próprio Igeprev e não do governo.
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