Muito já se falou sobre o indulto que Jair Bolsonaro concedeu ao criminoso deputado Daniel Silveira condenado por 10 voto a um pelos ministros do STF a oito anos de prisão por dois crimes que atentavam contra a Democracia no país. Tem direito a recursos que, entretanto, não alteram a condenação.
O assunto é grave porque, pela forma colocada e crimes envolvidos, o Executivo Federal provoca deliberadamente a Judiciário Federal (STF é o guardião da democracia no país) sem qualquer reação do Legislativo Federal, ocupado com as verbas recebidas do governo federal. Uma vergonha nacional se é que tem a dita-cuja.
Ainda que previstos, os indultos tem regramentos constitucionais e penais. E assacado por Bolsonaro antes do trânsito em jugado da decisão, se mostrou como uma reação raivosa à decisão dos dez de onze ministros do STF. Uma inequívoca provocação que nunca se viu no Brasil democrático.
Pior: deu ao Palácio (na profusão de fake-news nas redes analfabetas do autor) a função de instância revisora da mais alta corte de Justiça do país, o STF. Início do fim de cumprimento de decisões judiciais e da Justiça. E volta à barbárie e ao absolutismo.
São dias de luto estes em que a sociedade não se manifesta contrária, permanece inerte observando a cada dia o estado democrático e de direito ser estuprado e o retorno da ditadura militar cada dia mais possível diante de deputados federais e senadores (inclusive os nossos) ocupando-se de seus interesses pessoais que certamente também serão atingidos pela farda.
Mas eles, como os defensores da ditadura, continuam a imaginar, no curso da ditadura, vida normal, podendo conversar sobre qualquer coisa nos botecos, montar qualquer negócio, comprar qualquer livro ou ver um filme qualquer na hora que bem entenderem.
Não viveram, deixaram de ver televisão para não serem informados e sequer tem conhecimento das arbitrariedades e mortes patrocinadas pelos militares no período. E os motivos para tais.
Estes aí são os mesmos que nas redes sociais estão gritando abaixo o STF e salve Bolsonaro. Quando a inflaçao está nas alturas (12%), pessoas cozinhando com lenha, 14 milhões de desempregados, juros os mais caros do planeta, botijão de gas a R$ 140 e litro de gasolina chegando a R$ 10.
Sem qualquer reação de Jair Bolsonaro ou do Congresso


