Não é nada animador: o IBGE divulgou na semana passada (7 de junho) – pouco ou não explorado por aqui – que o analfabetismo no Tocantins situa-se na faixa dos 7,2% das pessoas com 15 anos ou mais de idade.
Ou seja, 91 mil pessoas (jovens) nesta faixa etária não saberiam ler ou escrever no Estado em pleno século XXI. É a 10ª maior taxa de analfabetismo neste segmento demográfico do país. Um futuro compromissado para quase cem mil jovens.
O Estado tem a seu favor que não esteja desacompanhado. Na Bahia é 10,2%, Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%). Maranhão tem 12,1%, Ceará (12%), Sergipe (11,7%), Pernambuco (11%) e Paraíba (13,65). Já as três menores taxas foram as do Distrito Federal (1,9%), Rio de Janeiro (2,1%) e de São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,2%).
Há três anos, pelo mesmo IBGE, havia no Estado, em todos os níveis demográficos, 117 mil pessoas analfabetas. O equivalente a 7,3% da população. Significa que a erradicação do analfabetismo se arrasta.
Ainda que, por exemplo, o Estado tenha aplicado na Educação no ano passado o equivalente a R$ 2,1 bilhões. E tenha projetado para 2023 um gasto orçamentário inicial de R$ 2,047 bilhões.


